OS NÚMEROS E A MATEMÁTICA DE DEUS NA CRIAÇÃO – Parte 1
Da Série
“Curiosidades da Criação” Por: EdBorges 2025
“Grandes são as obras do Senhor, e para serem
estudadas por todos os que nelas se comprazem” Salmo 111:2 (AA)
Você tem prazer nas grandes obras do Senhor Deus? Então um bom aprendizado para você!
1. INTRODUÇÃO
Antes de criar o universo, Deus,
o “Criador”, o “Eu Sou”, já existia. Ele precede o tempo e a criação, pois é
eterno, auto existente, autossuficiente e transcendente. Deus, diferentemente
dos seres humanos, é sem princípio, não gerado, sem oposição ou limitação. O
próprio versículo 1 do primeiro capítulo de Gênesis resume que o Deus auto existente criou o tempo (No princípio ...),
criou o espaço (... Deus criou os céus)
e criou a matéria (... e a terra). O
versículo 4 do capítulo 2 corrobora esta interpretação: “Esta é a história das origens dos céus
(espaço) e da terra (matéria), no tempo (no princípio) em que foram criados”
Gn 4:2
Através da inteligência e da sabedoria
que Deus compartilhou com o homem na sua criação (“Façamos
o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” Gn 1:26),
com o passar do tempo, a humanidade desenvolveu diversas áreas de conhecimento,
entre outras, as das ciências exatas, que se dedicam ao estudo de dados
numéricos e quantitativos e de cálculos lógicos e precisos. As ferramentas
principais das ciências exatas, que na ordem de origem foram chamadas
posteriormente de matemática, física e química, resultaram em diversas
disciplinas como a engenharia, estatística, astronomia e geociências. Mas a
humanidade também desenvolveu outras áreas de conhecimento, como os das
ciências humanas (análise do comportamento humano, suas relações sociais,
culturais e históricas), os das ciências biológicas e da saúde (relacionadas à
vida, aos seres vivos e à saúde humana e animal) e os da Linguística, Letras e
Artes (relacionados a linguagem, comunicação e expressão artística)
Esses primeiros comentários
introdutivos são extremamente relevantes para entendermos a origem de tudo o
que nos cerca até os dias atuais, ou seja, a origem é, e sempre será, “Deus, O
Criador”. Senão, vejamos:
1.1. DEUS E OS NÚMEROS
Teólogos defendem que, quando
criou os números, Deus não só atribuiu a eles o sentido quantitativo (literal),
mas também o sentido qualitativo (simbólico), agregado sempre de uma mensagem
(gematria). Aqui é importante frisar que o sentido diferente do literal e
mensagem atribuída aos números bíblicos não estão, em
hipótese alguma, associados ou relacionados à numerologia mística, o
que deturparia o sentido correto dos textos redigidos pelos autores inspirados
pelo Espírito Santo.
O quadro resumo abaixo apresenta o que, através da (1)gematria, cinco estudiosos da Bíblia, o Teólogo argentino Ariel Álvarez Valdés, o Professor Biblicista britânico Robert D. Johnston, o Frei brasileiro Ildo Perondi, o Teólogo britânico Ethelbert William Bullinger, o Pastor e Mestre em Teologia brasileiro Abraão de Almeida, atribuíram como simbolismos qualitativos aos principais números mais citados na Bíblia.
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Número |
Símbolo /
Significado |
Referências Bíblicas |
|
1 |
Deus é Um; É único, primaz,
exclusivo e excelente; Denota a unidade divina de Deus, sua supremacia e
suficiência; |
Dt 6:4; Zc 14:9; Mt 6:33; Mt
19:17; Ef 4:5; Gn 1:1; Gn 22:2; Mc 12:29 e 32 |
|
2 |
Homem, dualidade e divisão devido ao pecado; Inclui a ideia de
divisão e diferença; É o dobro e pode significar sobra; Denota a plenitude do
testemunho (Antigo e Novo Testamentos e os Dez Mandamentos em duas tábuas).
Par perfeito. Pares de animais colocados na arca. Na trindade o Filho é a
segunda pessoa. |
Mt 20:30; Mt 26:60; Gn 1:6 Gn
6:19-20; Is 40:2; Ap 18:6; Jo
8:17-18; Ex 31:18; Gn 7:2; 1 Co 15:47; Mt 28:19; |
|
3 |
Denota a manifestação de um Deus Trino, a perfeição divina em três
Pessoas; Santo, Santo, Santo; Totalidade, passado, presente e futuro (todos
ou sempre); Deus que é onipotente, onisciente e onipresente. |
Gn 6:10; Mt 26:34; Is 6:3 Ap 4:8; Nm
6:24-26; Sl:139.
|
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Número |
Símbolo /
Significado |
Referências Bíblicas |
|
4 |
Os 4 pontos cardeais; Os 4 ventos da terra; Os 4 ventos dos céus; 4
seres viventes; A cidade santa, a nova Jerusalém tem 4 ângulos iguais
(quadrangular); Os 4 evangelhos. |
Is 11:12; Ez
37:9; Ez 7:2; Zc 2:6; Mt 24:31; Ap 7:2; Ap 4:6; Ap 21:16; Mateus, Marcos,
Lucas e João. |
|
5 |
Quantidade mínima e necessária; Cinco dedos da mão; O Pentateuco.
Cinco é o número da graça e diz respeito a aliança e redenção do homem
através de Abraão. Cinco é o número da prudência, mas também da insensatez. |
1 Co 14:19; 1 Sm 17:40; Gn 15:9;
Gn 17:5; Mt 25:2; Lc 16:28; Jo 4:18. |
|
6 |
Múltiplos do número seis indicam a manifestação do mal e do imperfeito. |
Ex 14:7; Ap
13:18; Dn 3:1; Sm 17:5. |
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7 |
Representa a perfeição (simbolismo mais conhecido). Representa a
criação proclamando o seu Criador e a sua perfeição espiritual. A criação do
mundo em seis dias e o descanso de Deus no sétimo dia. Representa um sinal de
plenitude e conquista. Purificação. |
Ap 1:4; 11,12,16
e 20; 5:1; 8:2; Lv 14:7 Nm 23:4 e 29;
Is 30:26; Gn 1:31 e 2:1-3; Josué
6:3-15; Gn 7:2-4; 2 Rs 5:10. |
|
8 |
Significa o início de uma nova série, um recomeço. É
sete mais um, é como que o transbordamento. As bem-aventuranças em Mateus são
oito = sete mais um. |
Gn 21:4; 1 Pe
3:20; Mt 5:3-12 |
|
9 |
É o último número com um dígito e marca o fim de um ciclo. Houve 9 gerações entre Adão e Noé, marcando uma era
completa até o dilúvio. Houve 9 gerações entre Noé até Abraão, o início da
era do povo escolhido por Deus. A nona hora em que Jesus entregou o
espírito na cruz. É um propósito final e
completo, como a gestação de nove meses que resulta em um fruto. O Fruto do
Espírito em 9 virtudes. |
Gn 5:1-32; Gn
11:10-26; Mt 27:45-46; Gl 5:22; |
|
10 |
Representa a perfeição das dez ordens de Deus na criação no Éden e
dos dez mandamentos no Monte Sinai. |
Gn 1:3, 6, 9,
11, 14, 20, 22, 24, 26 e 28; Ex 20 |
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12 |
Manifesta soberania e representa o governo perfeito. Significa
“escolha”: 12 tribos, 12 apóstolos e 12 legiões de anjos. |
Mt 26:53; Ex
15:27; 1 Re 7:25; Ap 7:4-8; Ap 21-12 |
|
40 |
É um número reconhecidamente importante e representa um período de
prova e disciplina. Representa mudança. Implica em provação, ou seja, período
de dificuldade. Período de anos de uma geração. |
Gn 7:4, 12 e
17; Mt 4:2; Nm 14:33-34; Dt 8:2-5;
Sl 95:10. |
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70 |
Significa uma perfeita ordem espiritual estabelecida. Simboliza algo
universal, para alcançar a todos. O número de anciãos que receberam de Moisés
o espírito profético; O período de exílio no cativeiro da Babilônia
determinado por Deus. |
Gn 46:27; Lc 10:1; Nm 11:16-17; Jr 29:10; 2 Cr 36:21; Dn 9:2 |
Não foi por preciosismo dos autores bíblicos inspirados o
registro dos números citados nas Escrituras Sagradas, mas Deus tinha um propósito
maior para cada um deles:
Þ Foi através das idades representadas nas
genealogias bíblicas que hoje podemos definir cronologicamente quanto tempo
passou entre Adão e os dias de hoje (6.198 anos), refutando a equivocada,
tendenciosa e perniciosa teoria científica dos milhões e bilhões de anos do
universo.
Þ Foi através da citação exata da idade de Noé no capítulo
7 do livro de Gênesis, versículo 6, relacionada
ao dilúvio, que hoje podemos saber com precisão o seu início ocorrido no ano de
1656 d.A (depois de Adão), equivalente ao ano 2517 a.C (antes de Cristo). Ou
seja, o dilúvio ocorreu há 4.542 anos atrás.
Þ Foi através da citação no Gênesis da arquitetura
em 3 pisos, do tipo da madeira utilizada e das exatas dimensões da arca
construída por Noé (C=135m, L=22,5m e A=13,5m), que hoje, a ciência, através do (Korean
Research Institute of Ships and Ocean Engineering – KRISO), um dos mais
conceituados e respeitados institutos de engenharia oceânica, após realizar
todos os cálculos e ensaios com modelos em escala reduzida e ambiente diluviano
similar reproduzido em laboratório, concluiu que a arca de Noé (embarcação
flutuante sem motores e sem controle de direção – timão, leme), foi aprovada em
todos os quesitos principais de navegabilidade, estabilidade, emborcamento e
resistência, sendo capaz de transportar uma carga superior a 17.000 Toneladas,
sem riscos de encalhamento. A ciência comprovou.
*Continua no próximo capítulo




